
Para quem acompanha That Time I Got Reincarnated As a Slime, That Time I Got Reincarnated As a Slime O Filme: Lágrimas Do Mar Azul-Celeste chega como uma daquelas pausas bem-vindas entre batalhas, um fôlego que, mesmo sem as proporções de uma saga definitiva, guarda surpresas e momentos raros de boas animações.
O longa-metragem do anime se posiciona cronologicamente entre a terceira e a quarta temporada, com roteiro desenvolvido diretamente pelo próprio Fuse, criador das light novels originais, o que confere à obra uma autenticidade que vai além do fanservice.
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Sobre o filme
A trama arranca com Rimuru Tempest e seus companheiros aceitando o convite da Imperatriz Celestial Elmesia para uma estada num resort mediterrâneo de tirar o fôlego, completo com passeios de gôndola, pescaria e aquele tipo de descanso que personagens de isekai raramente conseguem usufruir por muito tempo.
A ilha, deslumbrantemente animada em tons turquesa e dourado, funciona como cenário perfeito para um dos maiores acertos do filme: a decisão de colocar Rimuru em segundo plano e deixar personagens coadjuvantes brilharem.
É nesse espaço que surge o verdadeiro coração do filme: a improvável parceria e romance ainda mais improvável, entre Gobta, o goblin trapalhão de topete e camisa havaiana, e Yura, a sacerdotisa aquamarina fugitiva do reino subaquático de Kaien.
Enquanto o roteiro tece sua teia de conspirações palacianas (o chanceler Djeese e sua ambição de controlar o dragão-d’água protetor do reino), a relação entre esses dois personagens oferece a âncora que o filme precisa.
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Destaque para a animação
A animação do estúdio 8-Bit começa num patamar correto e cresce à medida que o clímax se aproxima. As batalhas subaquáticas têm uma fluidez admirável, e há uma sequência envolvendo o Ranga surfando em direção ao olho de um mega-redemoinho que resume perfeitamente o espírito da franquia: absurdo calculado, executado com afeto.
Para além do espetáculo, o filme guarda um desfecho inesperadamente contido para o romance de Gobta e Yura, uma resolução com a melancolia discreta de quem assistiu a muitos filmes de Wong Kar-wai, e que funciona melhor do que qualquer batalha com apostas de fim de mundo.
É verdade que o nó conspirativo de Kaien pesa o segundo ato com uma politicagem que nem sempre se converte em tensão, fazendo o ritmo oscilar quando o episódio se afasta dos personagens que mais importam.

Veredito
Para o fã que já sabe quem é Rimuru, que já viajou com a Federação de Tempest, e que reconhece o prólogo inicial do filme com um sorriso, Lágrimas do Mar Azul-Celeste é exatamente o que precisa ser: um mergulho prazeroso, visualmente deslumbrante e emocionalmente honesto no universo de That Time I Got Reincarnated As a Slime que já conhecemos e amamos.
That Time I Got Reincarnated As a Slime O Filme: Lágrimas Do Mar Azul-Celeste está disponível exclusivamente nos cinemas.
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