Supergirl teve um início decepcionante nas bilheterias mundiais, registrando uma das piores estreias de um filme de super-herói nos últimos anos e levantando dúvidas sobre seu desempenho financeiro. Ainda assim, a DC Studios garante que o resultado do longa não afetará seus planos para o novo Universo DC.
Na América do Norte, o filme arrecadou US$ 38 milhões em seu fim de semana de estreia, ficando atrás de Toy Story 5, que manteve a liderança com US$ 70 milhões em seu segundo fim de semana em cartaz. No mercado internacional, Supergirl somou cerca de US$ 30 milhões, encerrando sua estreia global com US$ 68 milhões.
Os números colocam o longa atrás de outras produções de super-heróis consideradas fracassos comerciais. Morbius, da Sony, estreou com US$ 39 milhões nos Estados Unidos em 2022, enquanto Coringa: Delírio a Dois abriu com US$ 40 milhões. O resultado também ficou muito distante de Superman, lançado no ano passado para inaugurar o novo Universo DC de James Gunn, que arrecadou US$ 125 milhões apenas no mercado doméstico em seu primeiro fim de semana.
Warner Bros. enfrenta um caminho difícil para obter lucro
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Supergirl teve um orçamento de produção entre US$ 170 milhões e US$ 186 milhões, enquanto os gastos com marketing são estimados em cerca de US$ 120 milhões. Considerando a divisão tradicional da receita das bilheterias com os cinemas, especialistas estimam que o filme precisaria arrecadar entre US$ 300 milhões e US$ 375 milhões mundialmente para atingir o ponto de equilíbrio.
As projeções atuais, no entanto, são bem menos animadoras. Analistas acreditam que o longa encerrará sua trajetória nos cinemas com uma arrecadação entre US$ 200 milhões e US$ 210 milhões, o que pode representar um prejuízo superior a US$ 100 milhões para a Warner Bros.
O cenário também é agravado pela forte concorrência nas próximas semanas. Com diversos lançamentos importantes previstos para o restante do verão norte-americano, as chances de Supergirl manter um bom desempenho nas bilheterias diminuem significativamente.
Recepção dividida entre crítica e público
Embora muitas críticas tenham elogiado a atuação de Milly Alcock como Kara Zor-El, a recepção geral ao filme foi bastante dividida. Os críticos apontaram problemas de ritmo e decisões questionáveis no roteiro, enquanto a reação do público tem sido, em geral, também negativa.
Em entrevista à Variety, o analista da indústria Jeff Bock afirmou que Supergirl sempre enfrentaria uma missão difícil, já que a personagem nunca foi vista como uma garantia de sucesso nas bilheterias.
“Esse sempre seria um grande desafio para a DC e para a Warner Bros., porque Supergirl nunca foi uma personagem capaz de gerar um blockbuster do tamanho de um grande evento. A percepção do público sobre a personagem não era positiva. No fim das contas, o filme simplesmente não foi bom o suficiente para se tornar um acontecimento.”
DC Studios diz que a estratégia para o DCU continua a mesma
Apesar da estreia abaixo das expectativas, o co-CEO da DC Studios, Peter Safran, afirmou que a estratégia de longo prazo do estúdio permanece intacta.
“Embora Supergirl não tenha alcançado nossas expectativas de bilheteria, o filme é apenas uma parte de uma estratégia muito mais ampla e de longo prazo para a DC Studios, na qual continuamos confiando.”
O estúdio segue com seu calendário de lançamentos após Superman. O próximo filme da franquia será Cara de Barro, previsto para estrear em outubro, enquanto uma sequência de Superman está programada para 2027. Além disso, a DC Studios continua desenvolvendo projetos estrelados por Batman, Mulher Maravilha e, futuramente, uma nova formação da Liga da Justiça, como parte da expansão do seu universo cinematográfico.
Embora Supergirl dificilmente alcance o sucesso financeiro esperado pela Warner Bros., a mensagem da DC Studios é clara: um único fracasso nas bilheterias não será suficiente para mudar a visão de longo prazo estabelecida por James Gunn e Peter Safran para o futuro do Universo DC.
Fonte: IGN
