
Quando The Witcher estreou em 2019, a série parecia o novo fenômeno da Netflix. Inspirada nos livros de Andrzej Sapkowski e impulsionada pelo sucesso dos games, a produção conquistou fãs e críticas positivas. Assim como The Walking Dead em sua estreia, o início foi promissor, mas o brilho começou a se apagar rápido demais.
A 4ª temporada, lançada em 2025, confirmou o declínio. As conversas que antes dominavam as redes sociais praticamente desapareceram, e a audiência despencou para 7,4 milhões de visualizações em quatro dias, menos da metade da temporada anterior.

A troca de protagonistas e o início da queda
A semelhança com The Walking Dead começa na perda de seu rosto mais conhecido. Assim como a morte de Glenn abalou o público da AMC, a saída de Henry Cavill deixou The Witcher sem seu coração. Liam Hemsworth assumiu o papel de Geralt de Rívia, mas não convenceu. A ausência de Cavill, um fã declarado do material original, criou um distanciamento entre a série e sua base mais fiel.
Além da troca de ator, a narrativa perdeu foco. Geralt, antes o centro da trama, passou a dividir o protagonismo de forma desequilibrada, enquanto o roteiro tentava se reencontrar. A tentativa de expandir o universo sem uma estrutura sólida apenas acelerou a queda, lembrando os anos de dispersão de The Walking Dead.

O desgaste criativo e a fuga do público
A 4ª temporada também enfrentou críticas pelo ritmo lento e pela queda na qualidade visual. Efeitos inferiores e direção irregular fizeram a série parecer menos ambiciosa, o que contribuiu para o desinteresse geral. As queixas sobre o distanciamento dos livros e as mudanças criativas consolidaram o descontentamento.
Como The Walking Dead, que perdeu sua força após longos arcos repetitivos, The Witcher vive agora seu esgotamento precoce. Mesmo com uma 5ª temporada confirmada, a sensação é de que o auge já ficou no passado.

Um futuro incerto para um gigante cansado
The Walking Dead conseguiu se reinventar com spin-offs e novos protagonistas, mas The Witcher ainda não mostrou o mesmo fôlego. A substituição de Cavill e o cansaço narrativo deixaram marcas obstáculos difíceis no caminho.
Enquanto a Netflix tenta encerrar a história com dignidade, The Witcher se transforma em um lembrete de que até as maiores franquias podem desmoronar quando perdem o que as tornou especiais.
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